Monday, September 21, 2015

conforto.

recordando sonoridades reconfortantes,

Thursday, September 17, 2015

transformações.


Entre chuviscos, apertos ariscos e partidas serenas, também o cinza se transforma.

As últimas semanas têm sido uma aprendizagem a velocidade que nem sabia que podia existir. Foi pouquíssimo tempo para processar tantas mudanças. Afinal, o tempo é mesmo uma abstracção. 

Em forma de homenagem a quem parte deste mundo físico, deixo esta imagem, abaixo.
A Chila partiu serena e feliz, rodeada por quem a amou, incondicionalmente, tal como o Amor dela por nós.

Afinal, arrisco-me a dizer que só o amor livre pode ser incondicional. E os animais, com a sua sabedoria, ensinam-nos o mais subtil do tudo. Ensinam-nos a amar, a observar o lado mais frágil de nós próprios e descobrimos que, afinal, até temos uma perninha de guerreiros.
Eles são guerreiros determinados. Escolhem-nos e escolhem quando partir. A magia de crescermos com eles é, precisamente cada passo, cada gesto, por mais mínimo q seja. Ser mãe deve ser algo do género. Nunca fui mãe mas o elo que desenvolvi com a minha princesa felina foi algo de mágico, tal como a sua partida. A morte pode, de facto, ser um processo "mágico", de aceitação e transformação. A morte traz quietude. Uma quietude que só existe na serenidade de quem aceita. O aperto angustiante transforma-se no aperto da saudade. O amor e a morte precisam de caminhar de mãos dadas com a liberdade, para pacificarem o desassossego e inquietações deste mundo físico. Afinal, só aquilo e aqueles livres conseguem amar, aqui ou noutro lado qualquer.
Aceitemos o processo e o tempo que o próprio tempo precisa. Afinal, o tempo é uma abstracção. O Amor também o é....mas acreditamos que é real, seja lá o que isso for.
Aceitemos, confiemos e transformemos.

Um aluno de uma tia muito querida, uma vez disse-lhe: "A terra  é bela. Meninas saltam esmagando a terra. E o sol abre um sorriso azul na boca das nuvens."
Chamava-se Zé Carlos, "tinha 12 anos e era pastor de ovelhas, como o pai. Não falava e, pelos vistos, não comunicava com, praticamente, ninguém." 


Pois é, Zé Carlos... A vida é mesmo bela e o sol abraça-nos com o seu sorriso.
Cabe-nos a nós observar e transformar o arco-íris dentro (e fora) de nós.



  
Lovely Chila (2004 /// 14-09-2015)

Thursday, September 10, 2015

o segredo das relações. (?)

"What's the secret of a relationship?
Don't get into one!"

And if you're already into one, get out of it!"

Reflexão muito interessante e com um toque de um delicioso humor sobre os relacionamentos, por Rajshree Patel. Afinal de contas, o que andamos aqui a fazer "nisto" das (nossas) relações? Queremos estar com alguém de forma harmoniosa, apaixonada e pacífica? Ou queremos estar com alguém e ter (sempre) razão? Por norma, o nosso ego quer ter razão e isso dificulta qualquer relação e traz o distanciamento que tanto queremos evitar...Será que faz sentido? Será que devemos dispender a nossa energia nisso e na negatividade de uma discussão conjugal superficial matinal (que, claro, para nós é a coisa mais importante daquele momento)? Se calhar, o "segredo" para nos relacionarmos passa pela aceitação, observar aquele "ponto" em que percebemos que não precisamos de ter razão nem que os outros adoptem a mesma opinião/posição que tomamos relativamente a determinado assunto. Seja a forma como pegamos na pasta de dentes (exemplo brilhante dado por Rajshree Patel), seja outra coisa qualquer. Para isso, precisamos de praticar o lado observador que todos temos... Algo que não é fácil quando se está no olho do furacão (curiosidade: expressão comum e erroneamente utilizada, tendo em conta que, segundo a ciência, o olho de uma tempestade é, precisamente, o local onde as condições climáticas são mais amenas!)...
Bem, afinal de contas, podemos todos dizer que queremos amor mas, acima disso, só queremos ter razão. E não falo do alto da minha moral e condescendência, falo contra mim própria. Passamos grande parte da nossa vida a dizer "eu sei, eu sei", "eu compreendo o teu lado mas...". Enfim, teorizamos na perfeição e agimos com o ego no umbigo (e no coração!) Se calhar deviamos abandonar mais o uso do pronome pessoal "Eu", tantas vezes utilizado nos nossos discursos. Reflictam: quantas vezes começamos uma frase por "Eu", durante o dia? E quantas vezes o fazemos quando nos dirigimos aos nossos/as respectivos/as companheiros/as? Afinal de contas, é sobre "mim" ou sobre "nós"? E não confundamos liberdade/vontade individuais (que devemos manter e nunca nos anular em prol do outro, claro) com o bem-estar e harmonia geral do casal, essa construção feita pelo par. A vontade de dois e a adaptação e gestão de cada um. 

O mundo não é nem tem de ser feito à nossa medida. Os outros não têm de usar a mesma lente que nós... Quando acusamos o outro de intolerância, teimosia e pouca abertura, etc, não estaremos a cair, precisamente, no mesmo erro e a perpetuar a mesma atitude que criticamos? Não queremos, no fundo, moldar a visão dos outros à nossa? Porquê validar a nossa de melhor do que a dos outros? Só porque é nossa, provavelmente.
"Não é fácil abandonar as nossas posições", diz-nos Rajshree. E, de facto, não é. "E é aqui que entra a nossa prática, seja a meditação, respiração, o yoga". Elevar o nosso "prana" (energia vital), além de nos expandir o sistema respiratório, a energia em geral e a nossa mente, expande-nos a nossa visão e forma de estar no mundo. Expande-nos. "Tornamo-nos mais e mais expandidos. Pequenas coisas não nos abalam." A nossa tolerância e o entendimento que temos do mundo, dos outros e de nós próprios expande, tal como a nossa caixa respiratória numa saborosa e nutritiva inspiração. Como diz a minha amiga e professora Catarina, "elasticidade não está só no corpo, mas sim na mente, acima de tudo". E segundo Guruji, mencionado pela Rajhshree, "pequenas discussões são apenas UM grão de areia nos nossos olhos", que continuam a entrar sistematicamente no nosso sistema.
O que é mais importante? O que é que queremos, verdadeiramente?
Ter razão ou ter Amor?

"Keep your peace, keep your harmony."



"The universe set it up so that with your friends, family, parents and life partner, the thing you need to learn about you, will be in front of you.

The only reason for people to come together is because they want to give love, and in the process of giving something beautiful happens.

At the end you want love, harmony and peace. And the only solution is to give, and when you feel you cannot give, that is when you have to give more.

Why does love feel us so vulnerable?
Vulnerability is your greatest strength. When you are born, you are born open, available, giving.

You are just love."

Rajshree Patel - 04/03/2015

Artigo "Success in relationships", no Huffington Post.

(Recordei este vídeo, já partilhado pela minha querida amiga e professora de Yoga, Catarina Mota, no blog dela.)

Wednesday, September 9, 2015

a vida acontece: acerca dos processos de perda.

 Acerca da perda. Acerca da morte.
Procurar o equilíbrio, a paz interna, continuando a viver, enchendo-nos de amor, poderá ser a maior homenagem a quem parte?

Abaixo, a sábia Rajshree Patel.



E uns minutos de reflexão por Sadhguru(Jaggi Vasudev), - goste-se dele ou não - que reforça que o processo de perda, mais do que a morte a acontecer, é o vazio que surge na vida, ficando esta "incompleta". A dor, o luto é uma "força incapacitante", não é?



Thursday, September 3, 2015

mostrar ou não mostrar?

http://d1stfe5sz9ezud.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/01/32d60dd5218d5375c8182523b1790207.jpg

Um editorial do Público (justificando o porquê da publicação das imagens da notícia de um barco naufragado num lago da Turquia, onde vemos uma criança que foi dar à costa do lago) espoletou este comentário em onda de reflexão/interrogação. É um assunto discutível e discutido em todas as cadeiras, desde as dos anfiteatros universitários, às dos debates televisivos, ao banco do autocarro e/ou do café. A interrogação não é nova, as respostas também não...Mas, da mesma forma que, por vezes, preferimos não opinar, não pensar, tentar adormecer qualquer estímulo que nos toque à porta, assim como é preferível não racionalizar ou reflectir muito acerca de determinadas áreas da nossa vida, ainda acredito que estamos aqui para o fazer. Afinal, acredito que viver de forma mais consciente é um dos nossos propósitos...e só assim poderemos viver e ser livres (quer das construções q nós próprios elaboramos acerca de nós, quer das elaboradas acerca do mundo onde estamos). Acredito, profundamente, que a liberdade individual "só" pode (co-) existir aquando de mãos dadas com a consciência.

A linha ambígua entre mostrar a realidade ou cair no sensacionalismo...
Afinal de contas, é tudo justificável?
Não se publicam determinadas imagens, precisamente, pela exploração do horror e pela obrigatoriedade ética (e quase q moral) de manter a dignidade o respeito pelos protagonistas de determinadas "histórias"...?
Até que ponto isto é justificável? Até que ponto não se deve mostrar "ao mundo" entorpecido, o horror a acontecer na porta do lado? Será que ficamos tão insensíveis à tragédia humana pela invasão diária e instantânea de acontecimentos que ultrapassam, paradoxalmente, a capacidade humana de os digerir? Somos metralhados, constantemente, com tanta informação (tanto ruído para os nossos sentidos) que nem conseguimos assimilar que quando nos deparamos com uma imagem destas, das duas, uma: ou criticamos os media que os publicaram, apontando os argumentos anteriormente apresentados e, lastimando a opção dos mesmos; ou, pura e simplesmente rejeitamos quase que inconscientemente a repulsa indigestível de algo que nem conseguimos apreender, dada a overdose de notícias hediondas a roçarem nos olhos, na boca e no coração, a toda a hora. Ficamos como que entorpecidos, adormecidos entre tanto sofrimento alheio, ao ponto de criarmos algo que nem processamos. É uma defesa natural, protegermo-nos do medo e do sofrimento. É como quando ouvimos um grito com determinada frequência (entre 30 a 50 Hertz, segundo um artigo da Revista do Expresso, de 29/08/2015), e as nossas amígdalas são imediatamente estimuladas e lá são remexidas as profundíssimas áreas do "medo" e "ansiedade", colocando-nos em situação de alerta e "acelerando as reacções" perante o perigo. Será que bloqueamos essa área do nosso cérebro pelo entupimento constante de más notícias? Como reagir?

É legítimo não querermos reagir? É legítimo não querermos saber? É legítimo que "queiram" que queiramos saber? (Afinal, "o espelho da realidade", a responsabilidade individual e colectiva, o interesse público, cidadania activa da sociedade comum...) Podemos sempre fechar o jornal, fechar a página online, mas já não podemos ignorar aquilo que vimos e o nosso cérebro registou, ainda que queiramos esquecer. Já lá está. Não podemos fazer reset ao sistema em segundos. E está lá porque foi publicado pelo medium. Se a opção não tivesse sido essa, não teríamos sequer a milésima de segundo da oportunidade de registar aquela imagem. O que fazemos com ela e com a forma como digerimos o horror real já é responsabilidade nossa. Não diabolizemos nem entreguemos a responsabilidade total aos media. A sociedade civil também dita o alinhamento dos media, contrariamente ao que possamos pensar (e acusar!). A agenda não é criada a partir do nada. As coisas, por mais que queiramos acreditar que não, também são bilaterais. Quando optamos por nada fazer, já é por si só uma opção. Seja escolher não sentir, apagar, entorpecer, esquecer. Ou lembrar. Lembrar o clichê que a "realidade ultrapassa a ficção”.

Monday, August 24, 2015

saudades deste "miúdo".



(...)
"You tried to run from trouble when it comes
You followed the drum keeping time with everyone"

Thursday, August 20, 2015

live at peace with everyone.

"If it is possible, as far as it depends on you, live at peace with everyone."

Romans 12:18
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