ahhhh.
Para qualquer hora sem hora marcada. Um espaço pessoal e de partilha variada. Com deambulações poéticas pelo meio e todo o género de afins. Desentorpecid(a)mente.
Friday, August 21, 2015
Thursday, August 20, 2015
live at peace with everyone.
"If it is possible, as far as it depends on you, live at peace with everyone."
Romans 12:18
Romans 12:18
Thursday, July 23, 2015
em branco.
Folha em branco.
Tudo em branco.
Nada.
Nada que nada, fica branca, a
esperança.
Tábua rasa, em branco.
Transparências de nada.
Nada.
Mora
Friday, July 17, 2015
Thursday, July 16, 2015
serenidade, precisa-se.
"um dia não muito longe não muito perto."
UM DIA NÃO MUITO LONGE NÃO MUITO PERTO
Às vezes sabes sinto-me farto
por tudo isto ser sempre assim
Um dia não muito longe não muito perto
um dia muito normal um dia quotidiano
um dia não é que eu pareça lá muito hirto
entrarás no quarto e chamarás por mim
e digo-te já que tenho pena de não responder
de não sair do meu ar vagamente absorto
farei um esforço parece mas nada a fazer
hás-de dizer que pareço morto
que disparate dizias tu que houve um surto
não sabes de quê não muito perto
e eu sem nada pra te dizer
um pouco farto não muito hirto e vagamente absorto
não muito perto desse tal surto
queres tu ver que hei-de estar morto?
Ruy Belo, in Homem de Palavra[s]
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| Foto: Gregory Colbert (Ashes and Snow) |
UM DIA NÃO MUITO LONGE NÃO MUITO PERTO
Às vezes sabes sinto-me farto
por tudo isto ser sempre assim
Um dia não muito longe não muito perto
um dia muito normal um dia quotidiano
um dia não é que eu pareça lá muito hirto
entrarás no quarto e chamarás por mim
e digo-te já que tenho pena de não responder
de não sair do meu ar vagamente absorto
farei um esforço parece mas nada a fazer
hás-de dizer que pareço morto
que disparate dizias tu que houve um surto
não sabes de quê não muito perto
e eu sem nada pra te dizer
um pouco farto não muito hirto e vagamente absorto
não muito perto desse tal surto
queres tu ver que hei-de estar morto?
Ruy Belo, in Homem de Palavra[s]
Friday, July 10, 2015
Every day, think as you wake up, today I am fortunate to be alive. I have a precious human life, I am not going to waste it. I am going to use all my energies to develop myself, to expand my heart out to others; to achieve enlightenment for the benefit of all beings. I am going to have kind thoughts towards others, I am not going to get angry or think badly about others. I am going to benefit others as much as I can."
- Dalai Lama
Friday, June 12, 2015
a compaixão treina-se?
Numa
altura em q ando a reflectir (?) bastante sobre o nosso papel neste mundo e o q
andamos por cá a fazer, se nos compete a nós ou não limpar determinadas coisas
(crenças à parte), dou por mim a (re)ler/ver determinadas ideias, discursos e a
repensá-los, encorporando novas interpretações/sensações. Não há memória q não
seja emocional e, como tal, há coisas q nos vão ficando gravadas, outras q nem
tanto, ainda q elas serpenteiem constantemente no nosso sub-consciente...
E, numa fase em que, por vezes, existe alguma dificuldade entre distinguir assertividade de um tom directivo e zangado, fruto quiçá, de algum cansaço q nos tolda a visão e o coração, dou por mim a pensar bastante na compaixão praticada por este Dalai Lama... Tudo aquilo que pensamos fica registado em nós, tal e qual o histórico do nosso browser e, como não conseguimos configurar o nosso sistema para fazer reset/limpeza, nem sempre nos conseguimos limpar...E vamos acumulando e acumulando. E para quê e porquê? E por q devemos nós praticar a compaixão?
E, numa fase em que, por vezes, existe alguma dificuldade entre distinguir assertividade de um tom directivo e zangado, fruto quiçá, de algum cansaço q nos tolda a visão e o coração, dou por mim a pensar bastante na compaixão praticada por este Dalai Lama... Tudo aquilo que pensamos fica registado em nós, tal e qual o histórico do nosso browser e, como não conseguimos configurar o nosso sistema para fazer reset/limpeza, nem sempre nos conseguimos limpar...E vamos acumulando e acumulando. E para quê e porquê? E por q devemos nós praticar a compaixão?
A trocar
umas "cartas" com uma amiga, ela falou-me da forma de
amar, de como gostaria de amar mais...e dei por mim a pensar nesta questão. Praticar compaixão é uma forma de amar o outro (incondicionalmente, dir-se-ia). Mas o que é a compaixão? Certamente não é pena, nem apego, como muitas vezes é referido em determinados discursos, não é um acto de amor intencional e com intenções de nos sentirmos bem connosco, um gesto de altruismo pressupõe o falta de intencionalidade por quem o pratica, ou seja, "que bem q me vou sentir depois disto". Ou seja, é aquilo a que algumas referências védicas poderiam dizer de "acção desinteressada". Não que esteja desprovida de interesse genuino no bem estar alheio, mas lá está, é o desinteresse do ego, de quem a pratica. É a preocupação pelo bem-estar alheio porque todos temos direito à felicidade, independentemente do nosso papel e das nossas acções. Esta perspectiva poderá, certamente, levantar algumas questões. Será q conseguimos desejar "tudo de bom" e paz a TODA a gente? Poderá
aprender-se a desenvolver essa prática? É inato? Dalai Lama, no vídeo abaixo, fala de dois
níveis de compaixão, aquela que nos é inata, ou seja, como que um
factor biológico, a compaixão sentida de mãe para filho (essa é
tendenciosa, pelos laços intrínsecos que lhes estão associados) e a
outra, a capacidade de gerar e nutrir esse sentimento por seres com quem
não sentimos qualquer espécie de empatia ou com estranhos...
Esse "nível" de compaixão já não nos é natural, já precisa de prática e de treino. E é possível? Precisamente por isso é que a educação da compaixão é possível e necessária. Sim, se treinarmos para isso. Mas, seria isso sinónimo de auto-sacrifício (?), como o próprio Dalai Lama responde, "não". Não devemo anularmo-nos nem descuidarmos o nosso bem-estar em prol do do alheio, de todo. Só pela compreensão e aceitação de que todos merecemos ser felizes é que desenvolvemos o sentimento de compaixão, segundo o mesmo. Naturalmente, será desafiador (no mínimo!) nutrirmos compaixão por alguém que não teve um comportamento tão correcto connosco e como "comportamento gera comportamento", não será fácil educarmo-nos e contrariarmos e/ou despegarmo-nos de sentimentos menos bons acerca de algo ou alguém. Mas é possível, sempre. Depende de como olhamos para a vida, de como querermos olhar para nós, para os outros e do que queremos fazer connosco e com os outros. Sairmos do centro do umbigo e ficarmos mais despertos e abertos para o mundo. Sermos mais felizes e percebermos que, apesar das escolhas e atitudes que os outros possam ter (boas, más, legítimas, ilegítimas ou não aos nossos olhos), todos temos o direito de ser felizes.
“Se você quer que os outros sejam felizes, pratique compaixão. Se você quer ser feliz, pratique compaixão”.
(Tenzin Gyatso, o XIV Dalai Lama)
Esse "nível" de compaixão já não nos é natural, já precisa de prática e de treino. E é possível? Precisamente por isso é que a educação da compaixão é possível e necessária. Sim, se treinarmos para isso. Mas, seria isso sinónimo de auto-sacrifício (?), como o próprio Dalai Lama responde, "não". Não devemo anularmo-nos nem descuidarmos o nosso bem-estar em prol do do alheio, de todo. Só pela compreensão e aceitação de que todos merecemos ser felizes é que desenvolvemos o sentimento de compaixão, segundo o mesmo. Naturalmente, será desafiador (no mínimo!) nutrirmos compaixão por alguém que não teve um comportamento tão correcto connosco e como "comportamento gera comportamento", não será fácil educarmo-nos e contrariarmos e/ou despegarmo-nos de sentimentos menos bons acerca de algo ou alguém. Mas é possível, sempre. Depende de como olhamos para a vida, de como querermos olhar para nós, para os outros e do que queremos fazer connosco e com os outros. Sairmos do centro do umbigo e ficarmos mais despertos e abertos para o mundo. Sermos mais felizes e percebermos que, apesar das escolhas e atitudes que os outros possam ter (boas, más, legítimas, ilegítimas ou não aos nossos olhos), todos temos o direito de ser felizes.
“Se você quer que os outros sejam felizes, pratique compaixão. Se você quer ser feliz, pratique compaixão”.
(Tenzin Gyatso, o XIV Dalai Lama)
"TRUE COMPASSION IS NOT PITY OR ATTACHMENT IS THE UNDERSTANDING OF THE REAL EQUALITY OF ALL"
"A compaixão tem pouco valor se permanece uma ideia; ela deve tornar-se nossa atitude em relação aos outros, reflectida em todos os nossos pensamentos e acções."
"Melhorar o mundo é melhorar os seres humanos. A compaixão é a compreensão da igualdade de todos os seres, é o que nos dá força interior. Se só pensarmos em nós mesmos, nossa mente fica restrita. Podemo-nos tornar mais felizes e, da mesma forma, comunidades, países, um mundo melhor. A medicina já constatou que quem é mais feliz tem menos problemas de saúde. Quando cultivamos a compaixão, temos mais saúde."
"A compaixão tem pouco valor se permanece uma ideia; ela deve tornar-se nossa atitude em relação aos outros, reflectida em todos os nossos pensamentos e acções."
"Melhorar o mundo é melhorar os seres humanos. A compaixão é a compreensão da igualdade de todos os seres, é o que nos dá força interior. Se só pensarmos em nós mesmos, nossa mente fica restrita. Podemo-nos tornar mais felizes e, da mesma forma, comunidades, países, um mundo melhor. A medicina já constatou que quem é mais feliz tem menos problemas de saúde. Quando cultivamos a compaixão, temos mais saúde."
Tuesday, June 9, 2015
Friday, June 5, 2015
Thursday, May 7, 2015
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