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Tuesday, January 12, 2010

what the f&%$k?


Estava a trabalhar para uma cadeira, quando me mostram um determinado site com este anúncio, o qual não escapou logo de um printscreen muito ranhoso, à altura do próprio anúncio.
Dedico-o a todas as pessoas que se esfolam por terminar uma licenciatura/mestrado na área, onde me incluo.
É deveras, entusiasmante e incentivador, podermos encontrar estas pérolas no mercado de trabalho. Até me apetece empregar o adjectivo "seráfico" para esta proposta. É o sonho de qualquer um. Nem sei se fique contente, se triste por assumirem o termo "publi-reportagens". Qual ética, qual jornalismo. Será que oferecem estágios curriculares (nem ouso sequer pronunciar o termo "profissional", o que acarretava imediatamente uma remuneração - que blasfémia aos ouvidos dos empregadores!) nesta "empresa com vários projectos editoriais"?
Mal posso esperar.

Friday, April 17, 2009

estágios não remunerados viram oferta de "emprego".


Há muito que isto acontece.

Toda a gente o sabe e toda a gente o diz. Por aí.

Mas hoje, especialmente, irritou-me ver a 8465783658736874ª oferta de "emprego" não remunerada. Pelo que os candidatos podem sempre aguardar o "arranque comercial do mesmo". Suspirem de alívio, afinal há luz ao fundo do túnel. Ah, um pormenor apenas...Pedem-se pessoas com formação na área.

Chegamos a tal estado que os ditos empregadores acham-se em pleno direito de poder exigir, declarada e escandalosamente, pessoas formadas sem qualquer espécie de remuneração monetária, esta prevista por ....lei.

Ora bem, visto estarmos em CRISE há uma data de anos, apesar deste "recentíssimo" boom, atrever-me-ia a chegar à conclusão que na cabeça deles, o simples acto de dar "trabalho" a alguém, só pode ser um privilégio que esse mesmo alguém deverá encarar de sorriso na cara, enquanto suspira de alívio por não ter de enviar 735823789 CV's.
De facto, isso sim é um "trabalho" dos diabos.

Salvé a resignação imposta. Salvé o novo paradgima do (des)emprego.
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